sábado, setembro 25, 2010

Diário de um Cupcake em Apuros #5

Domingo, 04 de abril, 22h45.

Tudo estava indo tão bem (nem tão bem assim, para ser sincera)! Eu estava indo de bicicleta todos os dias para a escola (e chegando lá com um cabelo à la Bellatrix Lestrange quando saiu de Askaban), e me contendo principalmente nos doces. Tudo bem que eu como dois bombons Ferrero Rocher diariamente, mas minha média caiu bastante.
E o que acontece? Aqueles tentadores ovos de Páscoa me seduziram totalmente.
O pior ainda é que EU é que comecei a abri-los, a fim de ver a surpresa que tinha dentro deles (confesso que não estava nem ligando para isso), porém, mereço desconto. Afinal, com uma cesta recheada de barras de chocolate, um ovo Alpino e outro de Diamante Negro, qualquer um estaria louco para devorá-los em meu lugar. Principalmente se forem umas quatro crianças de cinco a oito anos.
Sei que isso é imperdoável, mas aqueles ovos estavam divinos. Não os comi sozinha, claro; meus avós paternos, minha avó Helen e alguns primos pirralhos também estavam ali. E como não tenho irmão(s), sempre sou forçada a dividir com eles - são ordens da minha mãe, fazer o quê. Mas eu sabia que não sobraria muita coisa para mim, então consegui salvar uma mísera barra, me trancando no quarto e devorando-a praticamente sozinha. Maldito Hershey’s Ovomaltine e sua gostosura.
Mas guardei um pedaço para minha avó que estava na sacada sentada na poltrona, apreciando a vista urbanizada do pôr-do-sol.
Viu? Eu posso não ser tão gulosa quanto parece. Eu acho.
- Sabe Sophie, eu sinto tanta falta dele. – Ela me conhecia apenas pelos passos, incrível. Quero saber onde posso achar o Poço da Juventude que ela supostamente deve ter encontrado. Mas sinceramente, me contentaria apenas com uma Fonte dos desejos - onde provavelmente apenas precisaria de uma moeda de cinco centavos e BAM! Meus desejos estavam realizados. Ou não.
Enfim, eu sabia para quem ela estava se referindo. A quem minha avó sentia tanta falta, quero dizer.
- “Era um lugar em que Deus ainda acreditava na gente...Verdade que se ia à missa só para namorar. Mas tão inocentemente, que não passava de um jeito, um tanto diferente, de rezar. Enquanto, no púlpito, o padre clamava possesso contra pecados enormes” – Ela olhava firmemente para a bela vista da sacada, onde dava para ver, quase que em forma de pintura, a Igreja e a arborizada praça da cidade. E ah, um céu tão colorido e lindo que mais parecia um mar desenhado num arco-íris com apenas tons de salmão, azul e rosado.
- “[...] Era tão só, uma cidade pequena, com seus pequenos vícios e suas pequenas virtudes: um verdadeiro descanso para a milícia dos Anjos com suas espadas de fogo” – Meu avô adorava Mário Quintana, onde ele alegava que o poeta era “o poeta que nunca fui”. Ler e recitar poemas era o hobby do meu avô. E, depois que ele se foi, virou o passa-tempo favorito de minha avó. Segundo ela, isso a mantinha mais próxima dele.
- “Um amor!” – continuou – “Agora, aquela antiga cidadezinha está dormindo para sempre em sua redoma azul, em um dos museus do céu.”. – Então, uma lágrima cai de seus olhos, porém, não uma lágrima triste; ela tinha um olhar de saudade estampado em seu rosto. Até me lembrou muito aquelas mulheres apaixonadas dos faróis, que sempre aguardam com esperança e muito amor a volta do marido Marinheiro.
Meu sonho é achar um amor duradouro e lindo como o deles foi, ou melhor, ainda é. E não será uma tarefa fácil para mim. Achar um cara feito meu avô, quero dizer.
Apenas sentei dei a volta por trás da cadeira de balanço e abracei-a, porque não era preciso palavras para demonstrar o que ambas de nós estávamos sentindo: saudade.
~
Ah, meu Pai, tenho que me confessar urgentemente. O pecado da gula é o que predomina em mim, total. Estou me sentindo um barril ambulante e nem um Estomazil está ajudando. Vou é rolar na cama assim como os Pinguins de Madagascar fazem nas situações em que encarnam agentes secretos.
Então me pergunto: conseguirei algum dia entrar em uma calça 38?

Bem, agora já é tarde, não posso voltar atrás. Só tenho a lamentar e me esforçar nas pedaladas de manhã. É (nem eu acredito que isso seja possível).

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Lista de Deveres: passar fita larga na boca.

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Isis Voltolini

Isis Voltolini


Nascida em Florianópolis - SC, considerada a Padma Patil das gêmeas, por ser o par de Ron Weasley no Baile de Inverno. E sim, é apaixonada por Rupert Grint. Sériemaniaca, Isis é completamente viciada em Fringe, Chuck, Friends e The Mentalist. McFly, Paramore, Cobra Starship, FTSK e The Pierces são suas bandas preferidas. Mora com a mãe e dois irmãos malucos que aprontam o tempo todo. Isis é cristã e ama felinos. Sua diva absoluta é Marilyn Monroe e sua cidade dos sonhos é Nova York. Ah, e ela demora séculos pra ler um livro fino.



Maíra Schwaab

Maíra Schwaab


Gaúcha e colorada roxa (ou vermelha mesmo?). Considerada a Parvati Patil das gêmeas, e é louca por Daniel Radcliff. "Nômade" desde pequena, Maíra já morou em diversas cidades do Rio Grande do Sul, e só em 2009 mudou-se para Florianópolis (uma intervenção divina, oi). Beatlemaníaca, toda vez que falam de beatles começa a berrar. Completamente apaixonada pelos livros da Meg Cabot e da J. K. Rowling, Maíra não consegue ficar muito tempo sem ler nada. Curte quase as mesmas séries que Isis, e adora os irmãos malucos dela.

Lilly Kate Walker

Lilly Kate Walker


Cidadã da cidade de Glasgow, na Escócia. A britânica possui 17 anos e é super intelectual, tem sempre uma opinião bem formada e superior sobre os assuntos do dia-a-dia. Atualmente cursa faculdade de moda na Universidade de Glasgow. Acha TV uma perda de tempo, e gosta muito Yeah Yeah Yeahs e Veronicas. Foi atingida por uma banana na rua uma vez, durante uma passeata. Possui um cachorro chamado Mouse Lars (comedor de webcam). Só um detalhe: ela é imaginária, mas não vejo problema nisso até então.



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