- Mano, brinca de casinha comigo?
- Não.
- Por quê?
- Porque é brincadeira de menininha.
- Por quê?
- Porque eu sou menino, e só meninas brincam disso. A não ser que o menino seja bixa.
- Ah, brinca vai.
- Tá bom.
- Sério?
- Não.
- Por quê?
- Porque eu não quero brincar de ser menina.
- Por quê?
- Porque sou um menino, já disse!
- Não tenho ninguém para brincar comigo, brinca, vai!
- Tá bom.
- Sério?
- Só se você jogar futebol comigo antes.
- EEEBA!
[depois de jogar futebol]
- Deu, agora vamos brincar de casinha. Vou lá pegar a Líli, a Lilica, a Pati, o Fredy...
- Não vou brincar com você de casinha, já disse.
- Mentiroso!! Falou que ia brincar comigo depois desse seu joguinho feio de menino – bléeeeca.
- Não falei não.
- MÃAAAE!
Esse era um diálogo típico meu e do meu irmão quando éramos crianças. Brigávamos muito, principalmente por motivos como esse acima.
Com o tempo eu fui começando a gostar de jogar o tal esporte feio de meninos: futebol. Hoje sou vidrada e fanática, mas não viciada. Porém quase sempre estou antenada nas novidades do meu time (Internacional, bizous), e quando posso e tenho tempo, vejo os jogos que raramente passam na TV aqui em Santa Catarina. Afinal, o time é lá do Rio Grande do Sul, e muitas vezes nem nos SPORTV’s transmitem suas partidas. Atualmente eu e meu irmão somos bem amigos, até. Ele tem dezessete, eu quatorze; mas o fato de nos darmos melhor um com o outro comparado ao passado, não impede de existir aquelas briguinhas de vez em quando. Acontece que antigamente eram tapas, socos e empurrões, agora são apenas bate-bocas comuns para nossa idade e nosso parentesco.
Não implicamos um com o outro (mentira, tem vezes que sim – mas levamos na brincadeira e damos muitas risadas juntos), e conversamos bastante. Pode-se até dizer que ele é meu melhor amigo, já que como nos mudamos bastante. Ele é quem sempre esteve no meu lado (mesmo nas brigas resultadas de picuinhas) e me recebeu de presente de aniversário.

Essa história é ‘meio’ bizarra, eu nasci exatamente três anos após ele. Três de Junho de 1995, tadinho; neste dia completou três anos e deixou de ser o centro das atenções da casa para minha chegada, que causou até certos ciúmes nele. Mas ciúmes de ambos os lados. Conta minha mãe que ele sequer deixava as visitas chegarem perto de mim para me conhecer logo após meu nascimento, pois ‘a mana é minha’ – como ele costumava dizer. Tem como não amar um irmão desses? E sim, ele continua o maior ciumento; e eu com ele também – claro. Haha.
É isso, como a Isis já disse num post mais passado: vamos falar um pouco sobre irmãos e histórias comuns aqui.
Bizoous, - Maíra Schw.
Nossa!Que ''cuincidencia'' eu também tenho uma irmã mais velha 3 anos do que eu e sei que quando eramos menores brigavamos sem parar mas agora somos como...Rato e Cão...Um defende o outro quando prescisa...Ah...Também tem um GATO no meio que é minha irmã caçula, mas sem intrigas, ela é o centro das confusões..Beijos!Amei o blog de vcs meninas!Estão arrasando!Só que eu queria que vcs fizessem uma matéria sobre o estilo emo !
ResponderExcluirBeijos!!!!!!!!!!!!!!